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Citroën C4 Cactus Shine 1.6 THP: confira avaliação do site Auto&Técnica

Por 26 de fevereiro de 2019 Nenhum Comentário

O C4 Cactus estreou no final do ano passado com um missão complicada. Dessa forma, foi o modelo definido pela marca para brigar no segmento dos SUVs compactos. Bem equipado, opções de motor e câmbio e, o principal, visual sedutor.

 

Na Europa, o Citroën C4 Cactus é um hatch médio, mas no Brasil foi alçado à categoria dos SUVs. Entretanto, as diferenças são tantas que, na verdade, resta apenas o nome em comum. O C4 Cactus nasceu como um conceito em 2014, sem grade dianteira e com bolsas de ar nas laterais.

De lá para cá, entrou em produção e por aqui se tornou rival de modelos como Ford Ecosport, Honda HR-V, Hyundai Creta, Jeep Renegade, Chevrolet Tracker, Nissan Kicks e Renault Captur, entre outros, num segmento cada vez mais disputado.

Assim, o C4 Cactus nacional brasileiro passou por uma longa lista de modificações. O vão livre do solo, por exemplo, cresceu em 3,4 cm agora tem 22,5 cm), as suspensões foram recalibradas, painel redesenhado e os motores disponíveis são os que a PSA oferece aqui, 1.6 aspirado e turbo THP, o primeiro com caixa de câmbio manual de cinco velocidades ou automática de seis, esta a única da versão turbo.

 

Faixa de preço e funcionalidades

Citroën C4 Cactus Shine

Foto: Auto&Técnica / Reprodução

O novo Citroën C4 Cactus está disponível em sete versões, que cobrem a faixa de R$ 70 mil a R$ 100 mil. Live e Feel aspiradas com caixa manual, Feel, Feel Business (para atender o mercado PCD) e Feel Pack aspiradas com transmissão automática, e Shine e Shine Pack automáticas com motor turbo. AUTO&TÉCNICA avaliou a top de linha Shine Pack automática.

 

Impressões

O desenho do C4 Cactus impressiona e lembra a linha DS, com frente alta e robusta, traseira correta e linhas laterais onde a coluna traseira traz o recurso visual de “teto flutuante”. Luzes diurnas de led estão presentes, mas as bolsas de ar do modelo francês não foram adotadas aqui, substituídas por apliques plásticos quase comuns na parte baixa das portas. Mas tudo ornando bem e transmitindo sofisticação.

Além disso, a tendência pelo “saia e blusa” dos SUVs, com teto contrastando com a cor do restante da carroceria, também é usado no C4 Cactus. No carro avaliado, branco no teto, retrovisores e molduras dos faróis auxiliares e carroceria azul metálico. Ademais, as colunas traseiras bem largas contribuem para o aspecto robusto.

As rodas de alumínio aro 17 são as mesmas para toda a linha (menos a Live, que usa rodas de 16 polegadas de aço), max diferentes na Shine, que traz a face externa diamantada. As barras do teto também são diferente entre as versões.

 

Interior

Citroën C4 Cactus Shine - interior

Foto: Auto&Técnica/Reprodução

No interior, muitas mudanças em relação ao europeu. O “nosso” tem a tela do multimídia posicionada mais baixa e os instrumentos são os digitais do C4 Lounge.

A central multimídia tem tela de sete polegadas e conexão com Android Auto e Apple Car Play; os comandos de ar-condicionado são feitos por essa tela.Outros detalhes do Shine são a cobertura do painel em material macio e o volante multi-função discretamente ovalado. Todos os materiais são de boa aparência.

Os ocupantes acomodam-se com conforto nos banco revestidos de couro sintético do C4 Cactus. Os ajustes de altura e distância do volante ajudam a encontrar a melhor posição de dirigir. Na traseira, bom espaço para os ocupantes. O porta-malas tem capacidade de 320 litros, maior que o do Renegade e menor que os demais concorrentes. O estepe, com roda de aço aro 15 e pneu convencional fica alojado no assoalho do porta-malas.

 

Outras versões

As versões turbo do C4 Cactus trazem o controle eletrônico de tração ajustável “Grip Control”, com os modos de condução Padrão, Neve, Lama, Areia e ESP Off (controle de estabilidade desligado).

Entre os itens de conveniência, o “pacote” é generoso, com ar-condicionado automático bizone, câmera traseira para manobras, chave presencial para acesso ao interior e partida, faróis e limpador de para-brisa com funcionamentos automáticos, fechamento de vidros a distância, monitor de pressão dos pneus e retrovisor interno fotocrômico. Sentimos falta da iluminação nos para-sóis e na parte traseira, e sensores de estacionamento (que são oferecidos como acessórios).

 

Diferenciais

Para não ser mais um na multidão de SUVs, é preciso argumentos. E no C4 Cactus eles não faltam. O principal é a boa oferta de sistemas de assistência ao motorista, presentes na versão top Shine Pack. O Alerta de Saída de Faixa usa câmera dianteira para reconhecer as faixas horizontais do asfalto, sólidas ou tracejadas, e alerta o motorista se houver mudança de direção sem uso dos piscas, acima de 60 km/h.

Outro recurso é o Alerta de Atenção ao Motorista, que confere ações como correção de trajetória, para interpretar sinais de sono ou cansaço. Quando se dirige por mais de duas horas com média acima de 70 km/h, há um alerta com sugestão de descanso.

O Sistema de Frenagem Automática e Alerta de Colisão usa câmera dianteira para monitorar o trânsito. Isso ajuda a identificar veículos – incluindo motos e bicicletas – parados ou não, e até mesmo pedestres. Entre 5 a 85 km/h, o sensor ativa a frenagem automaticamente quando for detectado risco de acidente, se o carro estiver abaixo de 80 km/h (para veículo parado) ou 60 km/h (pedestre). Esse conjunto não é adotado nos concorrentes, que usam um ou outros desses recursos.

As suspensões foram recalibradas e reprojetadas, trabalho bem executado que garante conforto e muita estabilidade. Nos turbo, são usadas juntas (anti-shudder), com duas articulações. Isso ajuda a eliminar as vibrações. Além disso, os pneus 205/55-17 Pirelli Cinturato P7 usados tiveram o composto desenvolvido para o C4 Cactus e ajudam a garantir a boa estabilidade do modelo.

Na prática

Rodando com o Cactus, fica a certeza de que motor e transmissão não decepcionam. É um carro rápido, com torque e potência sempre disponíveis.

O câmbio está com a calibragem correta, funcionando de maneira suave e silenciosa. Além disso, as suspensões também ficaram acima do esperado e a direção é impecável. Ademais, no asfalto ou em pisos irregulares, absorve bem os contornos do terreno. A calibragem um pouco mais macia dos amortecedores não prejudica em nada a estabilidade.

Não dá para negar: é um carro repleto de qualidades. Tem desenho agradável, que lhe dá destaque em meio ao trânsito. Além disso, em atualidade não perde em nada para os concorrentes, pelo contrário. Afinal, o conjunto mecânico é bem acertado, o “pacote” de segurança muito bom e o conforto garantido.

Por R$ 100 mil, é um concorrente muito forte no segmento. As marcas francesas pecam no baixo volume de publicidade de seus carrose acabam meio esquecidas. Aceite o conselho: vá conhecer esse SUV. A Citroën está muito bem representada.

Fonte: Auto & Técnica | Ver reportagem completa