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junho 2017

Cansei de ser um ‘crossover’

Por | Novidades | Nenhum Comentário

Em sua segunda geração, Peugeot 3008 se assume como utilitário. Modelo chega por R$ 136 mil

 

Meio minivan, meio utilitário, o antigo Peugeot 3008 era a mais completa tradução de crossover, aquele carro que mistura várias tendências. Atente para o ‘era’, pois o novo 3008 se assumiu como utilitário. Ao chamá-lo, durante a apresentação, de crossover, logo fui corrigido gentilmente pela equipe: é um utilitário. Foi mal.

É mais uma questão de estilo, pois o 3008 Griffe chegará para concorrer com o Volkswagen Tiguan 1.4 TSI, Hyundai New Tucson 1.6 turbo e Kia Sportage 2.0, nenhum deles 4×4. Seus preços são de R$ 135.990 na pré-venda e R$ 139.990 após o lançamento – dos rivais diretos, apenas o veterano Tiguan, que já mudou lá fora e logo ganhará nova geração por aqui, custa menos.

Grade bem em pé, capô longo e linha de cintura elevada: o 3008 tem o que caracteriza visualmente um utilitário e antecipa a linguagem de estilo que será aplicada ao 2008 no ano que vem. Mesmo sem os 8cv extras da versão flex, o 1.6 turbo de 165cv se garante graças ao torque de 24,5kgfm já a 1.400rpm.

Estreante nos Peugeot no Brasil, a plataforma EMP2 pesa 100kg a menos do que a anterior. Contudo, o o 3008 todo equipado tem 1.567kg, contra os 1.480kg de antes. Ainda assim, chegou a 100km/h em 9,4s – 0,2s a menos.

O francês de Sochaux chega ao Brasil apenas com o esperto câmbio automático de seis marchas, dotado de borboletas e função Sport. No entanto, a impressão é de que o 3008 seria mais econômico na cidade se tivesse marchas extras ou relações mais longas. Foram 8,8km/l de gasolina. Na estrada, melhorou: ótimos 15,6km/l. O acerto é primoroso. A direção é precisa nas trajetórias e macia nas manobras.

O teto solar, que antes era fixo, passou a ser corrediço

Os pneus 235/ 50 R19 Continental ContiSport Contact 5 ajudam no conforto de rodagem e nas curvas, onde o 3008 aderna pouco, a despeito do eixo de torção atrás e dos 21cm de altura do solo. Com nome de aparelhinho da Apple, o painel i-Cockpit 2.0 tem quadro digital configurável de 12,3 polegadas. Ele dá um visual descolado ao conjunto com o painel voltado para o motorista, o volante achatado e trechos revestidos de brim. Como antes, o espaço do condutor é delimitado pelo console muito alto. Seu porta-objetos é refrigerado e enorme.

É apenas um de muitos toques de veículo familiar, junto com os vários porta-trecos e o piso traseiro quase plano. Junto com o entre-eixos 6,2cm maior, o recurso permite levar três adultos atrás. Graças ao estepe mais fino, o porta malas chega a bons 521 litros.

Massagem e patinete elétrico

A cabine é valorizada pela luz ambiente azul e pelo teto solar, antes fixo e agora corrediço.

Na hora de relaxar, os bancos dianteiros têm massageador. São oito bolsas de ar capazes de reproduzir cinco programas – patas de gato, onda, costas inteiras, lombar e ombros. Ele pode ser acionado por botão ou na central de oito polegadas, compatível com Apple CarPlay e Android Auto. Ali estão ainda as informações de ar-condicionado, navegação e som. De série, o 3008 traz também bancos dianteiros com ajuste elétrico, faróis de LEDs, sensores dianteiro e traseiro, câmera 180°, entrada e partida sem chave, seis airbags e controle eletrônico de estabilidade.

Ficaram de fora itens como assistente de estacionamento, câmera 360° e sensor de ponto cego, além do Allgrip, um programa de gerenciamento de tração presente no 2008 Griffe THP.

Os primeiros compradores, porém, ganharão o e-Kick, um patinete elétrico com 12 km de autonomia e velocidade máxima de 25km/h. Ele não será vendido separadamente e pode ser uma saída para ir do carro até o destino final. É um chamariz, tal como o Total Care, uma série de compromissos que aperfeiçoam os serviços das concessionárias. O objetivo é desfazer alguns preconceitos contra os franceses.

Mudança radical. Aquele jeito de minivan da primeira geração do 3008 ficou para trás. O modelo cresceu 8,5cm no comprimento e ganhou uma silhueta de utilitário. As linhas da frente serão usadas em outros modelos da Peugeot

Traseira. O visual ficou musculoso e agressivo, enquanto as lanternas têm filetes verticais. Apesar desse porte de utilitário, o 3008 tem tração apenas nas rodas dianteiras Céu. O teto solar, que antes era fi xo, passou a ser corrediço Chique. O interior ganhou aparência limpa e futurista. Atente para o seletor do câmbio, o volante e os botões no console.

 

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O Globo | 28.06.2017 | Autor: Julio Cabral | Página: Carro etc 4

Peugeot volta a importar o 3008, agora um SUV

Por | Novidades

Mais sofisticado e parrudo, modelo é vendido por R$ 136 mil

Sofisticado, bonito, imponente, confortável, tecnológico, preciso e bem disposto são alguns dos adjetivos que podem ser usados para definir o novo Peugeot 3008, lançado no fim do ano passado na Europa, completamente remodelado para ter feições de um SUV legítimo com a dirigibilidade fácil de um hatch, abandonando de vez a classificação de crossover da geração apresentada pela primeira vez há 10 anos. De cara e proposta renovadas o modelo volta agora a ser importado ao Brasil pela marca francesa, em versão única pelo preço de R$ 135.990, sem opcionais – o cliente só precisa escolher uma entre quatro cores –, para dar trabalho a concorrentes premium como Audi Q3, Hyundai New Tucson, Jeep Compass e VW Tiguam, todos de R$10 mil a R$ 27 mil mais caros quando se considera porte e pacote similar de equipamentos e especificações técnicas. A pré-venda via internet já começou, mas o carro só chega de fato às concessionárias em 30 de julho, quando a Peugeot não deixa claro se esse preço seguirá o mesmo.

O objetivo, no entanto, não é ganhar mercado, nem há volume de produção suficiente para tanto. A intenção principal é ganhar imagem com um modelo que simboliza o que de melhor a Peugeot já fez, em momento no qual a marca reestruturou toda a rede de concessionárias e tenta reconstruir sua reputação no País. O 3008 já ganhou prêmios e formou filas de espera na Europa, por isso a fábrica de Mulhouse, na França, não consegue mandar para o Brasil mais do que 250 veículos por mês. E vale a pena tanto trabalho para vender não mais do que 3 mil unidades/ano? “O que vale é colocar esse carro nas ruas porque ele se vende sozinho e tem o poder de chamar a atenção, porque valoriza o motorista com sua imponência e a marca por consequência”, reponde Ana Theresa Borsari, diretora geral da Peugeot no Brasil.

O discurso é o mesmo de 2010, quando a Peugeot trouxe o 3008 pela primeira vez ao Brasil, também com vendas limitadas por cotas e proposta de formar imagem da marca em momento muito melhor que o atual, com mercado francamente ascendente. De lá para cá as vendas desabaram e a marca perdeu espaço no País, teve de começar tudo outra vez, com ampla reformulação da rede – cerca de 60% dos grupos de revendedores foram trocados desde 2015 – e promessa de bom atendimento, incluindo a fixação de compromissos públicos.

“Começamos essa estratégia há cerca de dois anos e ainda continuamos a trabalhar. Ainda não houve resultado prático em vendas, mas foi bom para nossos clientes. Tivemos um 2016 muito bom, com a recuperação da satisfação deles”, afirma Ana Theresa. Segundo ela, o porcentual de pessoas que deu notas 9 ou 10 ao atendimento nas concessionárias subiu de 58% no fim do ano passado para 92% em maio último. “Por isso o 3008 não é só mais um lançamento, porque chega para consolidar esse novo posicionamento da marca e reforçar uma imagem de qualidade, representa hoje a essência da nossa marca em design, experiência de condução e tecnologia”, diz a diretora. A Peugeot terminou 2016 com participação de mercado de 1,3%, de janeiro a maio ficou com 1,2% e a estimativa é fechar 2017 com share entre 1,4% e 1,5%.

EXPERIÊNCIA AGRADÁVEL

 

Faróis e lanternas de LED do Peugeot 3008 trazem a assinatura das “garras” do leão-símbolo da marca francesa

Não é conversa. Dirigir o 3008 é de fato uma experiência agradável, como pôde comprovar este jornalista em um também agradável percurso entre Rio de Janeiro e a serrana Petrópolis, com direito a muitas subidas, descidas e curvas – tudo superado com raro prazer de conduzir um belo espécime do design automotivo moderno. O SUV tem aparência robusta, com ampla grade frontal, mas tem traços bem desenhados que inspiram sofisticação, espelhada em vincos vigorosos, faróis recortados e lanternas 100% LED – com assinatura visual para lembrar as garras do leão-símbolo da Peugeot.

Entre outras sofisticações e acabamento interno caprichado, com materiais de primeira, o 3008 incorporou a segunda geração do i-Cockpit da Peugeot, lançado primeiro no 208 há cinco anos, com o reduzido volante esportivo posicionado abaixo do quadro de instrumentos, que agora é 100% digital em tela colorida de 12,3 polegadas configurável ao gosto do freguês. O volante também foi redesenhado para melhorar a “pegada”. No centro do painel, posicionado com o se fosse um tablete, fica a tela de oito polegadas sensível ao toque da central multimídia, que controla massagem dos bancos dianteiros, rádio, climatização, navegação, parâmetros do veículo, telefone e aplicativos móveis. O sistema já roda o Apple Car Play, Android Auto e Mirror Link para conexão e interação com o smartphone, que pode ser recarregado por indução, sem cabo, no console central. A tela também monitora a câmera de ré e a simulação 360° do veículo visto de cima, para facilitar as monobras de estacionamento.

 

Painel do Peugeot 3008 abriga a segunda geração do i-Cockpit,
posicionado acima da linha de visão do volante, agora 100%
digital com tela colorida de 12,3 polegadas configurável

 

Construído sobre a nova plataforma EMP2 do Grupo PSA, cerca de 100 kg mais leve que a antecessora, equipa o SUV o mesmo motor 1.6 THP que já estava na geração anterior, de 165 cavalos com turboalimentação de alta pressão e injeção direta, nascido de parceria de engenharia com a BMW há cerca de uma década, que hoje presta serviços embaixo do capô para quase todos os modelos do fabricante no mundo, incluindo Peugeot, Citroën e DS. Acoplado à também quase universal transmissão automática de seis velocidades usada pela PSA, o conjunto de powertrain empurra os 1.567 kg do 3008 com vigor de seu torque de robustos 24,5 kgfm, já disponíveis em sua totalidade a partir de baixos 1.400 rpm.

À força da motorização, direção e suspensão respondem com precisão, aderência, conforto e balanço lateral contido, passando muito pouco das irregularidades do piso para dentro do carro. Na prática, tudo isso significa que o 3008 oferece prazer a quem dirige, com mescla de potência, estabilidade e suavidade na medida certa para uso urbano ou rodoviário. Por vezes, devido à sua agilidade, nem parece que o SUV tem 4,45 m de comprimento e 1,9 de largura total.

 

 

Contribui para melhorar a jornada o perfeito ajuste elétrico do banco do motorista e os cinco tipos de massagens aplicadas em oito pontos dos dois bancos dianteiros, que podem ser livremente escolhidas. No interior, a atmosfera é espaçosa com o maior entre-eixo dos SUVs médios (2,67 m) e bem iluminada pela ampla área envidraçada e o teto solar panorâmico em toda a extensão do teto. A cabine é bem climatizada pelo ar-condicionado eletrônico com zona dupla de temperatura e saída de ventilação para os passageiros de trás. O imenso porta-malas com regulagem de altura do assoalho acomoda 520 litros de bagagens com os bancos em posição normal. Outros porta-objetos a bordo somam 32 litros, incluindo uma geladeira instalada no console central.

Para segurança, o 3008 tem seis airbags e todas as assistência eletrônicas de estabilidade (ESP) e tração, além de sistema de assistência de partida em rampa (hill assist). Na Europa o SUV ganhou cinco estrelas nos rigorosos testes de colisão do Euro NCAP – portanto, tem fôlego de sobra superar as avaliações mais simples do Latim NCAP para países latino-americanos.

Os 30 primeiros compradores do 3008 no Brasil vão ganhar de presente o patinete elétrico e-Kick, capaz de atingir até 25 km/h. O mimo é uma extravagância para fazer algum barulho na tentativa de atrair novamente a atenção do público brasileiro de que a Peugeot tanto precisa.

 

Fonte: Automotive Business

PSA mostrará novos utilitários em até três meses

Por | Novidades
Redes Citroën e Peugeot já vivem expectativa por Jumpy e Expert

MÁRIO CURCIO, AB | De Porto Feliz (SP)

Citroën Jumpy (foto) e Peugeot Expert serão montados no Uruguai

Em curto prazo o Grupo PSA terá um novo modelo comercial que dá origem a dois utilitários. Para a Citroën ele se chama Jumpy e para a Peugeot, Expert: “A apresentação ocorrerá nos próximos dois ou três meses”, afirma o vice-presidente de comunicação, relações externas e digital, Fabrício Biondo.

Os veículos substituirão os Peugeot Boxer e Citroën Jumper, que compartilhavam projeto com o Fiat Ducato. Todos eram montados em Sete Lagoas (MG) e saíram de linha no ano passado. “Fizemos estoque para os concessionários não ficarem desabastecidos (…) Há uma boa expectativa pelos novos modelos”, diz Biondo.

Os dois modelos serão montados no Uruguai dentro da Nordex (veja aqui), onde é feito desde 2010 o minicaminhão Kia Bongo. A operação da PSA é parte do plano Push to Pass, voltado a aumentar a participação do grupo no segmento de utilitários dentro da América Latina (leia aqui).

A rede Peugeot mantém à venda o Partner, furgão concorrente do Fiat Fiorino e que compartilha projeto com o Citroën Berlingo, modelo vendido no Brasil somente como veículo de passageiros. Se houver demanda, a rede Citroën poderá ter de volta o Berlingo, mas em configuração de carga assim como o Partner.

“Mas isso somente o mercado poderá dizer”, pondera o vice-presidente de marketing, produto, mobilidade e serviços conectados para a América Latina, Pablo Averame.

PSA chega a 1,5 milhão de veículos produzidos no Brasil

Por | Novidades
Modelo que completa o volume é um Peugeot 2008, montado em Porto Real

REDAÇÃO AB

O Grupo PSA atingiu na sexta-feira, 2, o volume de >strong>1,5 milhão de veículos produzidos no Brasil desde que inaugurou a fábrica de Porto Real (RJ), em fevereiro de 2001 – há 16 anos. O modelo que completou o volume é um Peugeot 2008. Além dele, o Polo Industrial Brasil, como a fábrica é denominada pela empresa, é responsável pela montagem dos modelos Peugeot 208 e dos Citroën C3 e Aircross.

“Atingir este recorde é motivo de enorme orgulho para todos nós e uma prova clara do nosso forte compromisso com o País”, declarou o presidente Brasil e América Latina e membro do comitê executivo do Grupo PSA, Carlos Gomes. “Temos uma história de sucesso em nosso polo industrial no Brasil, que hoje exporta cerca de 50% de sua produção especialmente para outros países da América Latina. Graças aos nossos investimentos nos últimos anos, ele é um dos centros produtivos mais modernos do grupo em todo o mundo, plenamente capacitado para receber novos e inovadores produtos no futuro, em linha com nosso plano de crescimento rentável Push to Pass”, completou.

Os veículos Peugeot e Citroën fabricados no Brasil atendem o mercado interno e o de exportação, principalmente os da América Latina, como Argentina, Colômbia e Uruguai. A planta de Porto Real tem introduzido novos processos de manufatura, como o full kitting, metodologia de abastecimento de peças na borda da linha de montagem, que já é aplicado na fábrica brasileira desde 2016 e que está sendo introduzido também na fábrica da PSA na Argentina (leia aqui).

“A isso se somam os constantes investimentos na capacitação técnica de nossos colaboradores. Buscamos sempre atingir uma maior eficiência operacional e nos manter alinhados com o padrão mundial de qualidade do Grupo PSA, para cada vez mais satisfazer os nossos clientes”, afirma o diretor do Polo Industrial Brasil, Eduardo Chaves.

O polo brasileiro abriga ainda uma fábrica de motores e linhas de usinagem de peças para motores.