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janeiro 2018

Laboratório a céu aberto

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Como as vitórias no Rally Dakar ajudam a Peugeot a fazer carros de elevada performance e cada vez mais robustos, resistentes e eficientes

O Rally Dakar nasceu em 1978 para ser a competição mais exigente e desafiadora em todo o mundo. Desde então, milhares de pilotos e máquinas já enfrentaram inúmeros trajetos penosos e radicais, em que apenas o fato de chegar ao final pode ser comemorado como uma grande vitória. Exatamente por esse elevado grau de dificuldade, a prova também é uma valiosa fonte de pesquisa e desenvolvimento para a Peugeot, que reverte o aprendizado obtido na busca pela vitória no Rally Dakar para os seus modelos de passeio – criando, dessa forma, produtos cada vez melhores para seus clientes.

Em 2018, o Dakar chega à sua 40ª edição, com um percurso de quase 9 000 quilômetros, passando por Peru, Bolívia e Argentina, enfrentando variados e longos trechos fora de estrada, com condições climáticas diversas, trechos de elevada altitude (La Paz, um dos pontos de parada, está localizada a 3 650 metros acima do nível do mar) e cruzando rios e trechos alagados. E, como se trata de um rali de velocidade, todo e qualquer obstáculo precisa ser superado de forma precisa e rápida, em uma luta incessante contra o relógio.

A Peugeot entra na disputa em 2018 com quatro carros, conduzidos pelas duplas: Sébastien Loeb/Daniel Elena, Stéphane Peterhansel/Jean Paul Cottret, Cyril Despres/David Castera e Carlos Sainz/Lucas Cruz. Um verdadeiro dream team, que parte para buscar a sétima vitória da marca em sua oitava participação no Dakar a bordo do 3008 DKR Maxi – uma evolução do 3008 DKR, que dominou a corrida em 2017 e garantiu os três lugares do pódio. Equipado com um motor 3.0 V6 biturbodiesel, de 340 cavalos de potência e 800 Nm de torque, atinge velocidade máxima de 200 quilômetros por hora.

Muito mais que velocidade

No entanto, velocidade é apenas um dos itens que um carro precisa para atingir a consagração e subir no lugar mais alto do pódio no Rally Dakar. Metade das especiais, trechos cronometrados que são contabilizados para o tempo final do competidor, é disputada em percursos 100% off-road, enfrentando todo tipo de obstáculo: praias e desertos repletos de dunas, cânions cheios de pedras, crateras e desníveis, além de lagos e rios que precisam ser atravessados.

Tudo isso demanda uma suspensão robusta, que resista a esses desafios e, ao mesmo tempo, esteja em sintonia com a velocidade proporcionada pelo trem de força. São aprofundados estudos para se chegar ao ponto ideal: design da geometria da suspensão, dimensão, posicionamento e calibração de molas, amortecedores e outros componentes e seleção de materiais. No caso do 3008 DKR Maxi, o desenvolvimento em relação ao vencedor de 2017 se concentrou neste quesito – as suspensões ficaram 20 centímetros mais largas, o que dá mais estabilidade e controle dinâmico nas curvas.

Uma suspensão robusta, resistente e dinâmica é uma característica inerente a todos os modelos da Peugeot, combinada ainda com a preocupação de oferecer maior estabilidade em curvas (garantindo maior segurança) e a de fazer com que as irregularidades do piso não sejam sentidas, permitindo o máximo de conforto.

Para vencer, é preciso chegar ao fim

Outro ponto fundamental é a durabilidade – não apenas da suspensão, mas também do conjunto motor e câmbio. No total, em 2018, serão quase 9 000 quilômetros rodados. Metade do percurso é destinada às especiais, nas quais o conjunto motriz é submetido ao esforço extremo, geralmente em condições bem adversas: longos trechos de aceleração máxima, subidas íngremes, trechos alagados, tempestades de areia ou, ainda, dias em que a variação de temperatura vai de alguns graus abaixo de zero a mais de 40 ºC na sombra. Há ainda a chamada etapa maratona. Ao chegarem a Uyuni, vindos de La Paz, os carros são levados para um parque fechado e não podem receber nenhuma manutenção antes de sair, no dia seguinte, rumo a Tupiza, ainda na Bolívia.

Por mais que a tecnologia de simulação em computadores tenha evoluído, um teste como esse ainda é insuperável no que diz respeito a desenvolvimento de motores e transmissão. Todos os ensinamentos, como os que envolvem tecnologias de lubrificação, vedação e dos sistemas eletrônicos de controle do funcionamento dos componentes, são rapidamente incorporados aos automóveis de passeio e veículos comerciais da Peugeot – garantindo absoluta tranquilidade para seus clientes em todo o mundo, mesmo em locais de condições extremas.

Consumo também conta

Há que se destacar ainda a importância da eficiência energética durante o Rally Dakar. Vale lembrar que a especial mais longa cobre 498 quilômetros, por isso o controle do consumo torna-se essencial. Dessa forma, o piloto pode acelerar firme durante todo o percurso, sem a preocupação de abandonar a prova por falta de combustível, e concentrar seus esforços apenas no trajeto e nas instruções do navegador.

No caso dos automóveis de passeio da Peugeot, a linha de motores THP já incorpora as mais avançadas tecnologias de eficiência energética, como a adoção do turbo e da injeção de combustível de alta pressão, oferecendo a combinação de elevada performance com baixo consumo de combustível. Em resumo, o consumidor tem um carro com o melhor de dois mundos: desempenho invejável, mas que, ao mesmo tempo, o ajuda a economizar na hora de abastecer.

 

Fonte: Quatro Rodas