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abril 2018

Teste: Peugeot 5008 Griffe Pack, um 3008 de sete lugares

Por | Novidades

Se você gosta do 3008, mas a família é numerosa, o 5008 e sua capacidade para sete ocupantes pode ser a solução

Parece o 3008, mas não é. Ou até é. Vai da sua maneira de encarar: o novo 5008 traz a mesma dianteira que a de seu irmão menor (e muito mais famoso). A decoração da cabine e o pacote de equipamentos também são bem próximos.

Com nomes de batismo diferentes, não há mal algum em encarar o 5008 como uma espécie de 3008 alongado e com capacidade para sete pessoas. A plataforma, aliás, é basicamente a mesma, em versões curta (3008) e alongada (5008).

Com sete lugares, o 5008 é a opção para famílias numerosas (Léo Sposito/Quatro Rodas)

 

Isso explica a diferença entre ambos da coluna B para trás, com portas traseiras maiores no 5008 para facilitar o acesso à terceira fileira de bancos – dois, individuais e manualmente escamoteáveis no assoalho do porta-malas.

Mesmo tendo a Peugeot trocado o perfil de minivan das gerações anteriores da dupla por um jeitão de SUV – o segmento mais quente ao redor de todo o planeta –, seria exagero dizer que qualquer um deles é um SUV de raiz.

E aí começa o dilema existencial (e mercadológico) do 5008. Se antes um veículo familiar de sete lugares era sinônimo de minivan, hoje há opções de afamados SUVs com essa configuração, como os coreanos Kia Sorento e Hyundai Santa Fe.

 

Queda abrupta da coluna traseira confere o ar de SUV (Léo Sposito/Quatro Rodas)

 

Apesar de a plataforma EMP2 ser compatível com sistemas de tração integral, não há sinal da vinda de um 5008 4×4. Ou seja, 3008 e 5008, por ora, só 4×2.

Para o modelo menor, isso não é um problema, porém para o belo SUV destas imagens é, sim. No segmento onde ele atuará, é pouco provável que o design arrebatador e o interior recheado de tecnologia (além de dois lugares extras) sejam suficientes para fazer frente a rivais bem conhecidos do consumidor, com tração 4×4 e até motor turbodiesel.

Iluminação azul da cabine combina com o painel digital (Léo Sposito/Quatro Rodas)

 

Por outro lado, para famílias que buscam um carro grande para aventuras que incluem, no máximo, uma estradinha de terra nos fins de semana, o 5008 é um test-drive obrigatório.

Completo, como o modelo cedido para nosso teste, Griffe Pack, o 5008 sai por R$ 166.490. Aliás, quase como o modelo da foto, pois as rodas serão as mesmas do 3008. Haverá uma versão básica, de R$ 157.490.

O que separa as duas: piloto automático adaptativo, sistema ativo de permanência em faixa, leitor de placas de velocidade, frenagem ativa de segurança, detector de fadiga do motorista, farol alto automático e alerta de ponto cego.

Bancos dianteiros são elétricos (Léo Sposito/Quatro Rodas)

 

Bancos centrais com mesinhas (Léo Sposito/Quatro Rodas)

 

E os bancos traseiros escamoteáveis (Léo Sposito/Quatro Rodas)

 

Ou seja, o conteúdo do pacote high-tech justifica cada centavo dos R$ 9.000 cobrados por ele.

De opcional livre, apenas as pinturas especiais: R$ 1.790 as sólidas (branca e preta) e a metálica (prata) e R$ 2.790 a perolizada (Branco Nacré) – a Emerald Crystal, o tom esverdeado do modelo fotografado, não tem custo extra.

Muito elogiado quando começou a chegar aos veículos da PSA (Peugeot e Citroën), hoje em dia o motor 1.6 THP perdeu o status de referência em eficiência.

 

Painel digital em tom azul é um dos pontos fortes do SUV (Léo Sposito/Quatro Rodas)

 

Capaz de proporcionar um desempenho empolgante ao equipar modelos pequenos como o Peugeot 208 e o Citroën DS3, no 5008, os 165 cv se mostram apenas suficientes para quebrar o tédio ao volante.

Em nossa pista, o SUV acelerou de 0 a 100 km/h em 10,4 segundos e registrou consumo urbano de 10,4 km/l e rodoviário de 13,8 km/l de gasolina.

Em números, o desempenho parece bom. Mas um Chevrolet Equinox chega aos 100 km/h em 7,5 segundos, com números de retomada entre dois e três segundos melhores que os do concorrente francês.

 

Rodas do modelo avaliado são pré-série. No modelo definitivo, as rodas serão iguais ao do 3008 (Léo Sposito/Quatro Rodas)

 

Os pneus 235/50 R19 casam bem com a suspensão de calibragem com evidente priorização do conforto. Nas curvas longas, a inclinação da carroceria é um tanto acentuada, mas os bancos, com bom suporte lateral no assento e no encosto, mantêm o piloto na postura correta.

Na cabine, a mescla de uma vasta lista de equipamentos com um layout de bom gosto deixa a atmosfera agradável. Dois pequenos deslizes de acabamento são notados no painel: o vão grande e assimétrico na união com as portas e o plástico diferente do utilizado na tampa do porta-luvas.

Os pneus 235/50 R19 casam bem com a suspensão de calibragem com evidente priorização do conforto. Nas curvas longas, a inclinação da carroceria é um tanto acentuada, mas os bancos, com bom suporte lateral no assento e no encosto, mantêm o piloto na postura correta.

Na cabine, a mescla de uma vasta lista de equipamentos com um layout de bom gosto deixa a atmosfera agradável. Dois pequenos deslizes de acabamento são notados no painel: o vão grande e assimétrico na união com as portas e o plástico diferente do utilizado na tampa do porta-luvas.

Elementos da grade parecem flutuar (Léo Sposito/Quatro Rodas)

 

Mas é importante frisar: os pontos fortes estão por todos os lados. A iluminação azul nas portas, no console central, na região dos pedais e até no teto solar ornam perfeitamente com o painel digital e a tela da central multimídia.

A modularidade interna – com bancos móveis, rebatíveis e removíveis – é um claro sinal do lado minivan do 5008. A capacidade do porta-malas com dois, cinco e sete bancos armados varia entre 1.940, 780 e 237 litros.

 

 

Fonte: Quatro Rodas